Messias

“Messias” é um oratório de Handel com 51 movimentos divididos em 3 partes. Composto em 1741, a obra conta com o libreto de Charles Jennens, que fez uma criteriosa recolha de versículos e escrituras do Velho e Novo Testamentos arranjados num “argumento” em três partes (como ele o descreveu). A obra estreou-se em Dublin, no período da Páscoa de 1742.

À epoca, o texto suscitou controvérsia com jornais ponderando sobre sua natureza “blasfema”. A obra acabada, contudo, teve outra receptividade, sendo elogiada em Berlim e depois em Londres. Händel fez várias revisões subsequentes, incluindo uma versão criada em 1754 para o “Thomas Coram’s Foudling Hospital” (fundação para a educação de crianças abandonadas à qual Händel passa a dedicar mais tempo a partir de 1749). Atualmente ainda é um obra muito apreciada e requisitada para os eventos natalícios, embora frequentemente apenas a 1ª Parte e o “Aleluia” (com que encerra a 2ª Parte) sejam interpretados, não respeitando a integridade da oratória.

A tradição historiográfica romântica registrou, deturpadamente, que quando na primeira apresentação do “Messiah” em Londres – onde o rei de Inglaterra, George II, estava presente – o coro começou a entoar as primeiras notas do “Aleluia”, o rei, embevecido e impressionado com a portentosidade e a beleza daquela música, automaticamente levantou-se de sua poltrona. Quando os presentes viram que o rei estava em pé, toda a audiência ergueu-se e permaneceu em pé durante a execução do “Aleluia” do “Messias” de Handel.

Indico vivamente a gravação sob a regência de Sir Neville Marriner e aproveito para desejar um feliz Natal para todas as famílias que vêm nos acompanhando nessa jornada musical. Até 2019!

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